Adormeces a custo, acordas do nada, viras-te, reviras-te, primeiro o corpo depois a cabeça, os pés empurram-se um ao outro no fundo da escuridão que não suportas, por isso levantas-te, os pés tocam o chão frio e encolhem-se, vais à janela e puxas os estores devagar, primeiro uma fresta, depois duas, três, sete, doze até a luz do candeeiro da rua iluminar o quarto, porque é a única coisa que consegue iluminar...
Vida? Qual vida, pensas tu deitada na cama, vida tinhas tu quando ele estava contigo. Fora de jogo estás tu agora, desde que ele decidiu que era mais feliz com "ela" do que contigo, mas ele nunca soube o que era ser feliz, por isso é que se foi embora, não te sai da cabeça, estúpido, imbecil, cobarde, idiota, egoísta, "odeio-te e amo-te, amo-te e odeio-te" pensas tu. Esta dor não vai passar assim, pensas tu. Por isso um dia acordas e arranjas uma maneira de a cortar , mas primeiro cortas o coração que é para te esqueceres como dói o amor.Mas um dia destes, com ou sem cabeça, com ou sem coração, vais conseguir acordar sem pensar nele durante três minutos e depois adormecer outra vez, sem que nada te acorde, talvez nesse momento ele te saia da cabeça e desapareça da tua vida para sempre.
(Estou aqui para tudo, querida*)

Sabes-me tão bem, pequenina! E sim, eu corto muita vez o coração porque e bem mais fácil sorrir sem doer! Obrigada pelo mundo! Gosto muito de ti, 1
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