sábado, 16 de abril de 2011

10/04/2010 - 10/04/2011


"Tudo nos era tão doce e fácil naquela época...Trocámos de vidas, de corpos, de cabeça e de alma, passámos a ser uma só pessoa e foi exactamente isso que mais tarde nos separou. A separação foi-me tão dura que a memória apagou os últimos dias que estivemos juntos. Quando me lembro dele, lembro-me dos primeiros tempos que foram os melhores. O fim está enterrado no meu subconsciente e não quero desenterrá-lo, nem tão pouco tentar perceber porque é que perdi o único homem que amei. Às vezes ainda me assalta aquela sensação completamente estúpida e gratuita que tudo teria sido diferente se no último minuto, como quem tem o futuro na mão, lhe tivesse pedido para ficar, conseguindo assim uma acrobático e milagroso volte-face de happy end americano. Mas não. Na noite em que ele partiu, dentro dele já tinha partido há muito tempo, já não estava comigo."
1 ano.

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