"É verdade, na vida nem tudo é fácil. Colocam-se diante de mim barreiras demasiado difíceis, às vezes quase intransponíveis, que me chegam a fazer pensar não ser possível encontrar a tranquilidade interior que vivia anteriormente. São ameaças que a própria vida me faz, talvez para me fazer parar, talvez para me fazer pensar, talvez para me obrigar a pensar nos limites da minha condição humana, talvez . . . tanta coisa.
Importante é perceber que nem tudo significa que a vida está contra mim, que os outros me empurram ou tiram o tapete, que não há lugar para mim neste mundo.
Muitas vezes, talvez a grande maioria das vezes, sou eu que, à custa de querer liberdade, felicidade, autonomia, deslizar na crista da onda, esqueço tudo. Esqueço os outros, esqueço o Outro (Deus), esqueço-me de mim mesmo, dos valores e princípios porque sempre orientei a minha vida, o bom senso, a paz interior, a família, os amigos, a verdade, o amor e... lanço-me na aventura de conseguir tudo a todo o custo. Na aventura de mim mesmo.
Nisto... vendo-me a mim mesmo, hipoteco a alma, alieno a paz, penhoro a vida e com ela a felicidade.
O pior de tudo é que julgo que assim é que estou bem, que por aqui é o caminho, sou o centro do mundo e tudo o mais não passa de miragem que, se me detenho a contemplar ainda acabo por perder a oportunidade, única, diga-se, de conseguir ainda nos anos que me restam, chegar a ser feliz, ou pelo menos arrisco-me a perder a felicidade que julgo ter alcançado.
Engano... puro engano...
Na vã corrida da vida, nada pode comprar a paz interior, a paz da consciência, a tranquilidade da alma que não vive nem sobrevive com desencontros.
Só a reconciliação comigo, com os outros e com Deus, consegue trazer de novo, a mim, a paz anteriormente experimentada, e para a adquirir vale a pena, isso sim, alienar tudo o que nesta vida posso amontoar.
De nada servirá ganhar o mundo inteiro se vier a perder a minha própria vida (alma).
Bem sei que isto soa a confissão... é disso mesmo que se trata. Algo que parece, já só os padres se lembram, mas que muito boa gente ainda procura e muitos outros gostariam de renovar na sua vida, mas para tanto falta-lhe a valentia de ser simplesmente homens, dando-se conta de que não são o que pensam, nem o que os outros pensam deles, mas apenas e unicamente, simples homens com uma vida emprestada que, mais dia menos dia, terão que entregar na mão do Criador.
E... ou na vida me reconciliei ou de nada e para nada valeu tanta vida, ainda que tenha dado o nome a muitas terras"
Importante é perceber que nem tudo significa que a vida está contra mim, que os outros me empurram ou tiram o tapete, que não há lugar para mim neste mundo.
Muitas vezes, talvez a grande maioria das vezes, sou eu que, à custa de querer liberdade, felicidade, autonomia, deslizar na crista da onda, esqueço tudo. Esqueço os outros, esqueço o Outro (Deus), esqueço-me de mim mesmo, dos valores e princípios porque sempre orientei a minha vida, o bom senso, a paz interior, a família, os amigos, a verdade, o amor e... lanço-me na aventura de conseguir tudo a todo o custo. Na aventura de mim mesmo.
Nisto... vendo-me a mim mesmo, hipoteco a alma, alieno a paz, penhoro a vida e com ela a felicidade.
O pior de tudo é que julgo que assim é que estou bem, que por aqui é o caminho, sou o centro do mundo e tudo o mais não passa de miragem que, se me detenho a contemplar ainda acabo por perder a oportunidade, única, diga-se, de conseguir ainda nos anos que me restam, chegar a ser feliz, ou pelo menos arrisco-me a perder a felicidade que julgo ter alcançado.
Engano... puro engano...
Na vã corrida da vida, nada pode comprar a paz interior, a paz da consciência, a tranquilidade da alma que não vive nem sobrevive com desencontros.
Só a reconciliação comigo, com os outros e com Deus, consegue trazer de novo, a mim, a paz anteriormente experimentada, e para a adquirir vale a pena, isso sim, alienar tudo o que nesta vida posso amontoar.
De nada servirá ganhar o mundo inteiro se vier a perder a minha própria vida (alma).
Bem sei que isto soa a confissão... é disso mesmo que se trata. Algo que parece, já só os padres se lembram, mas que muito boa gente ainda procura e muitos outros gostariam de renovar na sua vida, mas para tanto falta-lhe a valentia de ser simplesmente homens, dando-se conta de que não são o que pensam, nem o que os outros pensam deles, mas apenas e unicamente, simples homens com uma vida emprestada que, mais dia menos dia, terão que entregar na mão do Criador.
E... ou na vida me reconciliei ou de nada e para nada valeu tanta vida, ainda que tenha dado o nome a muitas terras"
Pe Manuel José Marques
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