sábado, 5 de dezembro de 2015

"E a mais só te quero a ti..."

Eu gosto de ti. Mas tu erras. Erras ao pensar que eu vou esperar para sempre, ao pensar que eu tenho todo o tempo do mundo, erras ao pensar que não sofro com a tua ausência. 
Não erres. Não esperes e vem. Vem hoje pela noite. Toca à porta e pede-me para descer. Vem com todas as promessas que me devias ter feito, vem com todas as histórias de amor nas mãos e com todas as minhas cartas que te escrevi. Abre uma a uma e lê....lê para mim. Lembra-me de todas as razões pelas quais te escolhi. A ti e aos teus olhos azuis... Esses que já não olham para mim da mesma forma nem com as mesmas cores.
Vem, abraça-me e diz-me que só foste dar uma volta. Que nunca quiseste ir. Vem e diz-me que sem mim nunca irias para casa, e que a tua casa sou eu.

Vou esperar que venhas hoje. Todos os dias... Todos os dias vou esperar que venhas hoje. Mas não erres. Não falhes. E traz tudo o que te pedi. Não te esqueças de nada, nem voltes para trás. Vem inteiro. Não quero metades de ti, nem metades de nós.  Mas por favor não me prendas mais se não me agarrares com o coração.

Quero-te agora. Quero-te nas escadas da minha rua, na minha cama arrumada, ou na tua por fazer. Quero-te no café da esquina, ou no teu carro. 
Mas vem rápido e não percas tempo, não estou habituada a noites de desassossego e a manhãs sem luz. O meu coração ainda grita todos os dias o quanto te amo e a minha cabeça todas as noites ao deitar, o quanto te quero.

Amanhã apanha-me na estação. Não quero ir para casa sem ti. Vou estar à tua espera. Pede-me para ficar ou vem comigo. Vem com a tua pontualidade britânica e não me deixes esperar mais. Não quero esperar mais. Mais é demais. E a mais só te quero a ti.


Hoje acordei com vontade de escrever para ti. E escrevo-te passado três anos. Três anos de coração cheio. Cheio de ti. 

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